sábado, 8 de agosto de 2009

Alemão confessa ser líder terrorista

E só então largou o livro. E olhou para mim. E declarou: -A vida não é justa, Bill. Contamos a nossos filhos que ela é justa, mas isso é uma infâmia. Não é uma simples mentira, é uma mentira cruel. A vida não é justa, nunca foi e nunca será.
William Goldman, O noivo e a princesa

O alemão convertido ao Islã Fritz Gelowicz confessou ser o líder do denominado quarteto de Sauerland, no oeste da Alemanha, a célula islâmica desmantelada em 2007 quando se preparava para cometer vários atentados em série com carro-bomba em território alemão. A notícia foi divulgada pela revista Der Spiegel após a sessão de segunda-feira na Audiência de Düsseldorf, onde os supostos integrantes do grupo são julgados e na qual serão apresentadas as confissões deles perante agentes do Departamento Federal Criminal (BKA, na sigla em alemão).O grupo foi desmantelado em 4 de setembro de 2007, após meses de observação e diante da evidência de que estavam preparados para agir, já que tinham recebido ordens do Paquistão. O grupo é integrado por dois alemães convertidos ao Islã - Gelowicz e Daniel Schneider- e dois teuto-turcos - Yilmaz e Atila Selec, com idades entre 23 e 30 anos. Um dos carros-bomba devia ser atirado contra a maior base americana na Europa, a de Ramstein, oeste do país, e o ataque aconteceria em 11 de setembro de 2007, segundo a acusação.

França, 10:51

-Mas a opnião do exterminado?
-Não há exterminado. Desaparece o fenômeno; a substância é a mesma. Nunca viste ferver água? Hás de lembrar-te que as bolhas fazem-se e desfazem-se de contínuo, e tudo fica na mesma água. Os indivíduos são essas bolhas transitórias.

Machado de Assis, Quincas Borba



Vazamento de petróleo atinge a reserva natural de Coussouls de Crau, nos arredores de Saint-Martin-de-Crau, ao sul de Marselha. Segundo a secretária francesa de Ecologia, Chantal Jouanno, o rompimento de um oleoduto provocou um "desastre ecológico", ao despejar cerca de 4 mil m³ de petróleo bruto na região que abriga espécies protegidas.

Chávez ordena retorno do embaixador da Venezuela a Bogotá

Num cuteleiro, de avental, ao torno, Um forjador maneja um malho, rubramente; E de uma padaria exala-se, ainda quente, Um cheiro salutar e honesto a pão no forno.
Cesário Verde, Ao gás

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ordenou neste sábado o retorno a Bogotá de seu embaixador, Gustavo Márquez, para "impulsionar" as propostas de setores venezuelanos e colombianos que buscam a "paz" nesse país.
"Retorna a Bogotá o embaixador Márquez, que vá trabalhar", ordenou Chávez durante uma reunião por surpresa no palácio de governo com a senadora colombiana Piedad Córdoba e membros da organização "Colombianos e Colombianas pela paz".
Chávez ordenou no dia 28 de julho o retorno a Caracas de Márquez no marco do congelamento das relações bilaterais por causa de uma acusação "irresponsável" de Bogotá, de acordo com Venezuela, sobre o suposto desvio de armas venezuelanas para a guerrilha colombiana das Farc.

Foi só a Colômbia falar nas bases americanas e o Valentão do Mr. Key enfiou o 'rabito' no meio das pernas. Moral da história: quem tem cú tem medo.

Revelações do Poder

Abrem-se as portas d'ouro, com fragor.. Mas dentro encontro só, cheiro de dor, Silencio e escuridão- e nada mais!

Antero de Quental, O palácio da Ventura
No começo da semana, durante os ensaios na televisão da ópera bufa encenada quinta-feira (6) no plenário do Senado, com o presidente da Companhia no papel de ridículo e desconcertante personagem central, o autor destas linhas cuidava do blog que edita em Salvador desde fevereiro deste ano, com descobertas surpreendentes a cada dia. Quinta-feira, seis de agosto, será lembrada como marco dos tempos temerários que atravessamos. Era dia também do aniversário de nascimento do imenso Adoniran Barbosa, que teria festejado 99 anos naquela data. Mal comparando, o ambiente no Senado, em Brasília, lembrava aquele velho bar do bairro Bixiga, cenário do samba antológico sobre o valentão Nicholas, soberano no meio da pancadaria generalizada em que voavam pizzas e bracholas para todo lado. No breque do samba antigo, diante dos estragos da briga, o conselho atualíssimo do gênio dos Demônios da Garoa, no vídeo do You Tube em que ele canta com Elis Regina: "A situação está cínica. Os mais pió vai pras Crínicas".

Mantega diz que Brasil pode conviver com juro baixo após crise.

Não ouviu mais os gritos da mãe, que fazia tremer, rezar, em cima no seu quarto, onde a chuva entrava pelo telhado.
Eça de Queirós, No moinho


O Brasil conseguirá sair da crise com uma imagem mais forte e capaz de manter a taxa básica de juros (Selic) no patamar recorde de baixa que se encontra no momento, em 8,75% ao ano. Esta é a opinião do ministro da Fazenda Guido Mantega. O ministro também comentou que a apreciação do real não é tão preocupante em função da desvalorização global do dólar e que a proposta para taxação da poupança será enviada ao Congresso. "Não há pressa. Mas quero dizer que tudo aquilo que foi anunciado será cumprido".
Eu duvido muito.